Notas históricas 3: Tradições Teatrais

Variações no comportamento sexual

Minorias sexuais: 6. Travestis

Tradições Teatrais

Vestir as roupas do sexo oposto tem uma longa tradição no teatro. Em muitas culturas, durante séculos, as mulheres nao lhes era permitido atuar em palco e assim todos os papeis femininos tinham que ser interpretados por homens e rapazes. Exemplos disto era “Peking Opera” e o Kabuki Japones. Em países ocidentais, o melhor exemplo era o teatro ingles do tempo de Shakespeare. Ele e os seus colegas dramaturgos tinham partes de papeis femininos em todas as peças que produziam e eram interpretadas por “rapazes atores”, isto é, jovens rapazes com idade por volta da puberdade que convenciam o publico como sendo Ofélia, Julieta, Cleopatra, e Lady Macbeth. Finalmente, no final do seculo XVII, as atrizes e cantoras de ópera foram permitidas, mas os melhores cantores de opera era “castrati”, ou seja, homens castrados com vozes muito altas. Quando estas vozes masculinas altas para personagens masculinos se tornaram indisponíveis no século XIX, ocorreu uma curiosa inversão: as suas partes foram tomadas por cantoras em roupas de homem, ou seja, no chamado “papel das calças”. Na verdade, alguns compositores aproveitaram-se logo deste desenvolvimento e escreviam deliberadamente papéis para as suas novas óperas. Outros exemplos de “cross dressing” teatral sao os tradicionais British Christmas Pantomime como o Principe Encantado a ser interpretado por uma mulher e o “principal rapaz” interpretado por uma rapariga, o papel de “Peter Pan” interpretado por uma atriz ou personalidades da televisão moderna como “Dame Edna” representado por um homem.
No entanto, este teatro de “cross dressing” não é considerado travestismo no sentido moderno do termo e não diz nada sobre os interesses sexuais, ou do comportamento dos intervenientes. Não se pode excluir que, em cada caso possa existir, mas provavelmente não tem significado sexual para eles de todo. Alguns atores asiaticos famosos de papéis feiminios eram conhecidos pela sua homossexualidade, mas era errado pensar que eram típicos. Para a maioria dos intérpretes da altura e de agora é apenas mais um trabaho de teatro ou de canto. O caso pode ser ligeiramente diferente para certos “imititadores de mulheres” nos chamados shows de travestis, mas até ai não se presume nada acerca da autoidentificação, interesse erótico ou orientação sexual. As suas vidas de palco e privadas podem ter menos em comum do que o que parece.

“Cross dressing” no palco
da esquerda para a direita: Rapaz actor fazendo de Lady Macbeth no teatro de Shakespeare’s
Actor masculino fazendo de princesa na “Peking Opera”
Actor masculino (onnagata) desempenhando um papel feminino em Japanese Kabuki
Mezzo soprano feminino em papel “ de calças” de Octavio na ópera de Richard Strauss “Der Rosenkavalier”

[Curso 6] [Descrição do curso] [Como utilizar] [Introdução] [Desenvolvimento] [Tipos Básicos] [Variações] [Direitos Sexuais] [Direitos Sexuais 2] [Direitos Sexuais 3] [Anteced. Históricos] [Dois Exemplos] [Minorias sexuais] [Comportam. Proibido] [Leitura Adicional] [Exame]