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Um relatório Americano sobre assedio sexual na escola inquiriu estudantes desde o 8º anos até ao 11º ano (idades 14-17). Descobriu que quatro em cinco estudantes – feminino e masculino – experienciaram algum tipo de assédio sexual na escola. Na verdade, de acordo com o relatório “assédio sexual – palavras e ações – na escola, ocorrem debaixo dos narizes dos professores, podendo começar na primária e é bastante perturbador tanto para rapazes como raparigas”. Resumindo: “Assédio sexual faz parte do dia-a-dia das raparigas e rapazes na escola.” (1) Um Segundo relatório sobre assédio sexual na faculdade inquiriu estudantes de uma faculdade (idades dos 18-24). Concluiu que “cerca de dois terços dos estudantes disseram que encontraram algum tipo de assedio sexual durante a faculdade” e “cerca de um terço dos estudantes disseram ter experienciado assedio físico, tal como ser tocado, agarrado ou apalpado de uma forma sexual”. Finalmente, o relatório também concluiu que “estudantes lésbicas, gays, bissexuais e transgénicos têm mais probabilidade de ser assediados sexualmente do que estudantes heterossexuais” (2).
Não é suficientemente claro para se poder tirar conclusões generalizáveis. Por exemplo, num inquérito nacional sobre sexo na Finlândia foi perguntado se foram assediados antes dos 18 anos. As respostas provaram serem similares tanto no estudo finlandês como no americano: adolescentes femininos e masculinos homossexuais foram sujeitos a mais assedio sexual do que os heterossexuais da mesma idade. No entanto, atualmente é muito diferente: apenas 17% das mulheres e 8% dos homens reportaram tais experiencias. Por outro lado, muitos deles foram assediados não só por uma mas por várias pessoas (namorados, namoradas, outros rapazes e raparigas, adultos). Os dados presentes divergentes podem muito bem refletir algumas diferenças culturais entre os EUA e a Europa, não só em relação ao comportamento em si mas também na forma como é percebido pelos que responderam e estudados pelos investigadores. Pode ser que algumas culturas sejam mais agressivas sexualmente que outras. Pode ser que algumas sejam mais sensíveis a este assunto de assedio sexual. Finalmente, os vários instrumentos de pesquisa usados em diferentes países normalmente não permitem comparações válidas.
(1) AAUW: Hostile Hallways - Bullying, Provocações e Assedio Sexual na Escola (2001). Para o texto complete, clique aqui. (2) AAUW: Drawing the Line - Sexual Harassment on Campus (2006). Para o texto completo, clique aqui.
Assedio Sexual na Finlandia o grafico mostra a percentage de adolescents femininas e masculinos assediadas por varias pessoas. Fonte: O. Kontula and E. Haavio-Mannila, Sexual Pleasures - Enhancement of Sex Life in Finland, 1971-1992, Chapter 11. Para o texto completo deste inquerito, clique aqui. |