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 Osíris e Isis Osíris, a antiga deusa egípcia da morte, era casado com a sua irmã Isis, a deusa da vida (aqui mostramos o seu filho, Horus). O seu exemplo foi seguido por alguns faraós que fizeram do incesto uma tradição. A origem exata e significado desta tradição ainda são disputados e não é claro há quanto tempo e quanto à risca isto era seguido. Contudo, nós sabemos que a famosa Cleópatra, filha de Ptolomeu XII, foi sucessivamente casada com os seus irmãos mais novos Ptolomeu XIII e Ptolomeu XIV.
Desde tempos imemoriais, a raça humana observou o “tabu do incesto”, ou seja, a proibição de relações sexuais entre parentes chegados. Houve algumas exceções no antigo Egipto e foram também reportadas algumas nas culturas do Havai, do Pacifico e até em culturas pré-colombianas. Contudo, até aqui se aplicaram exceções às famílias reais e a certos membros de classes superiores. A origem deste tabu não está inteiramente clara, pois precede qualquer conhecimento genético adequado. Portanto, os possíveis efeitos negativos da endogamia podem não ter sido o motivo condutor. Alguns estudiosos especulam que o motivo era simplesmente para evitar ciúmes sexuais entre parentes que tinham que viver e trabalhar juntos. Em qualquer caso, a proibição fez evitar os casamentos dentro da família imediata (endogamia) e forçou as pessoas a casar fora das suas famílias (exogamia). Desta forma, as famílias independentes relacionavam-se e formavam novas alianças. À medida que o processo continuava, a rede cada vez mais alargada das famílias aliadas lançou as bases para o progresso económico, cultural, político e coletivo. Neste sentido, o tabu do incesto é a fonte de qualquer solidariedade humana mais ampla e a base de todos os sistemas sociais complexos.
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Zeus e Hera Zeus, o Deus Supremo da Grécia antiga e a sua esposa Hera também eram irmão e irmã. No entanto, para os Gregos, este não era um exemplo para ser seguido. Fonte: FCIT |