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Comportamento Sexual Proibido e Violência Sexual
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Violência Sexual: Mutilação dos órgãos sexuais femininos: Justificações 2
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Eruditos de etnologia, mitologia e história antiga especulavam acerca do significado original das mutilações sexuais e desenvolveram várias teorias intrigantes. Por exemplo: em varias religiões pré-históricas, só os deuses podiam ter ambos os poderes femininos e masculinos e não queriam que os seres humanos competissem com eles. Assim, os homens mortais precisavam sacrificar o seu elemento “feminino” que residia no prepúcio do seu pénis e as mulheres tinham que excisar o seu elemento “masculino” que residia no clitóris. Esta e outras especulações vão além do âmbito deste curso. Aqui, concentramo-nos em alguns argumentos práticos modernos.
Tradição A maioria das mulheres que defendem a prática da mutilação sexual aponta para o papel da tradição. Violar esta tradição torná-las-ia párias sociais. A operação é um símbolo de iniciação na comunidade, e é geralmente acompanhada de elaborados rituais e cerimónias. Resumindo, é uma parte estabelecida da preparação de uma rapariga para o seu papel futuro como esposa e mãe. Uma rapariga rejeitar esta iniciação seria, assim, rejeitar também este papel - um ato que equivaleria ao suicídio social, em algumas sociedades. Em qualquer caso, a pressão não é só sentida pelas próprias raparigas, mas também pelos seus pais. Esta pressão pode ser levantada ao ajudar a comunidade inteira na reforma as suas tradições.
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