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Georg Christoph Lichtenberg (1742-1799) foi um professor de fisica, matemática e astronomia na Universidade de Göttingen, Alemanha. Os seus aforismos espirituosos ainda são amplamente lidos hoje. Em 1777, ele conheceu Maria Stechard de 13 anos e levou-a para sua casa e tornou-se a sua criada e amante. Morreu com 18 anos.
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Enquanto os países ocidentais sempre desaprovaram o contacto sexual com crianças, tal contacto com adolescentes sempre foi visto de uma forma diferente. Alias, em muitas culturas do passado, as raparigas casavam logo que atingissem a puberdade. Por outro lado, na antiga China, um “criança noivo " podia casar-se com uma mulher adulta, partilhar a sua cama, e começar a relação sexual com ela, logo que a sua resposta sexual o permitisse (1). No seculo XVIII na Alemanha ainda era possível para o altamente respeitável professor universitário Georg Christoph Lichtenberg viver com uma rapariga de 13 anos (2). No seculo XX, duas obras-primas da literatura descreviam o amor apaixonante de homens adultos por alguém muito novo. No livro de Mann “Morte em Venice”, o objeto de desejo é um rapaz de 14 anos; em “Lolita” de Nabokov é uma rapariga de 12 anos (3). Os homens que estão apaixonados não são todos apelidados de monstros, mas como figuras trágicas que merecem a compaixão dos leitores. Nos anos 70 e inicio de 80 ainda houveram algumas tentativas nos EUA e outros países, de organizar homens que estavam apaixonados por rapazes, mas encontraram uma grande hostilidade, mesmo do “movimento de liberalização gay”. Não obstante, no inicio dos anos 80, um diretor cinematográfico suíço recebeu apoio financeiro para um semidocumentário acerca do seu caso amoroso com um prostituto de 13 anos em Roma. O filme ganhou vários prémios de um júri católico num festival cinematográfico (4). Desde esse tempo, a opinião do publico ocidental sofreu uma dramática mudança. Hoje em dia, tal relação são severamente punidas. Na verdade, em muitos países são crimes e os adultos envolvidos não podem esperar a mínima simpatia quer dos tribunais quer da sociedade.
(1) Ver comentário de M.L.Ng aqui. (2) Ver o livro de Gert Hoffmann, Die kleine Stechardin 1999, Engl. “Lichtenberg and the Little Flower Girl”, W.W. Norton, 2004 (3) Thomas Mann, “Death in Venice” 1912 (Filme de Luchino Visconti 1971 e opera de Benjamin Britten 1973); Vladimir Nabokov “Lolita” 1955 (Filme de Stanley Kubrick 1963) (4) “Er moretto”, um filme de Simon Bischoff 1985
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